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domingo, 2 de junho de 2013

Sobre cicatrizes e lindas histórias tristes

No amigo secreto do G8-Generalizando, grupo do SAJU da UFRGS do qual participo como Advogada voluntária, realizado no fim do ano passado, entre outras coisas lindas como a sua primeira obra de arte, ganhei um livro de presente da Nani, nossa colega que é estudante de Artes Visuais. 

O título é “Pequena Abelha” e conta a história fictícia de uma refugiada nigeriana e de uma jornalista inglesa, e o modo como as vidas delas se cruzaram de maneira insólita, mas definitiva.  Pequena Abelha é o apelido da moça nigeriana, o texto a seguir  está logo no primeiro capítulo e é uma das muitas reflexões que ela faz ao longo da obra.

‘Nas pernas escuras da moça havia muitas cicatrizes brancas pequeninas. E pensei: Será que essas cicatrizes estão no seu corpo inteiro, como as luas e estrelas no seu vestido ? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos que fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado ? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi”.

Daqui a pouquinho vou falar umas palavras tristes para você. Mas você deve escutá-las da mesma maneira como combinamos ver as cicatrizes. Palavras tristes são apenas uma outra forma de beleza. Uma história triste quer dizer: essa contadora de histórias está viva.’

Escrevo isso para falar um pouco da minha vida e da vida de todos nós. Das cicatrizes que temos em nossos corpos e, sobretudo, daquelas que carregamos em nossas almas, ou em nossos sentimentos e experiências de vida, para quem não acredita em questões espirituais, ainda que em sentido figurado ou simbólico.

Das cicatrizes que trago no corpo, todas elas foram causadas pela busca da minha identidade, escondidas abaixo dos seios, percorrendo toda a linha da cintura e aquelas mais recentes nas partes pudendas que ainda teimam em demorar para fechar um tanto além do tempo previsto. Todas elas mostram que superei uma série de barreiras e sobrevivi.

Das cicatrizes na alma que é sempre mais difícil de falar porque elas não são aparentes e muitas vezes nem aquilo que as causou. As maiores que carrego comigo são as que vem de esquivas, descaso, desconsideração, menosprezo, negação de oportunidades apenas porque tive a coragem de ser quem eu sou e defender as causas que defendo, de pessoas em situação semelhante ou pior do que a minha.

Nesses casos, os causadores das cicatrizes pouco ou nada sentem porque se julgam superiores,  se justificam estar agindo segundo normas (escritas e não-escritas) e invariavelmente usam do desonesto expediente de transferir a culpa para a vítima, dizendo que ela é que não se encaixa naquilo que eles julgaram e decidiram antecipadamente ser a sua verdade universal e absoluta.

Para esses e para outros eu digo que tenho muitas lindas histórias tristes para contar, simplesmente porque esta contadora de histórias tristes e lindas ainda está viva.

terça-feira, 12 de março de 2013

'Eu sempre me senti mulher', afirma transexual Luisa Stern, um mês após cirurgia


Advogada Luisa Stern fala sobre a experiência de ser mulher 'de verdade'.


Luisa Stern realizou cirurgia de troca de sexo há um mês (Foto: Luiza Carneiro/ G1)
Luisa Stern realizou cirurgia de (troca de sexo) readequação genital há
pouco mais de um mês (Foto: Luiza Carneiro/ G1)
Do alto do 13º andar de um prédio residencial no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, Luisa Stern tem muito a comemorar neste dia 8 de março: será o primeiro Dia Internacional da Mulher em que a advogada de 46 anos, que passou por uma cirurgia de mudança de sexo, se sentirá completamente integrada ao gênero a que sempre sentiu pertencer.
O procedimento foi realizado há exatamente um mês e sete dias no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Não foi rápido e sem esforço. Entre grupos terapêuticos, consultas médicas e doses severas de hormônios, foram três anos de espera. Mas para ela, valeu a pena. “Eu sempre me senti mulher”, afirma, convicta, a transexual.
Ao som de Cazuza, a fã de música brasileira recebeu o G1 no seu apartamento e contou não ter nenhum arrependimento da mudança de sexo. “Transexualidade não é modismo. Precisa ter um desejo permanente, forte e definitivo. A cirurgia é irreversível e o tratamento tem que ser longo, até para evitar que por uma fantasia a pessoa faça e se arrependa”, explica.
Luisa atua como voluntária na ONG Igualdade – Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira, ela quer estar ao lado das pessoas que ajuda em um ato na Assembleia Legislativa. “Quero marcar a data no sentido simbólico, coletivo. Para mim, todos os dias são dias de ser mulher”, argumenta.
Quando criança eu sonhava em ser menina. Mas esse desejo ficou reprimido"
Luisa Stern, transexual
Os cabelos vermelhos e um sorriso ainda escondido, muito pelo incômodo causado pelo procedimento, agora emolduram a face de quem nunca gostou da imagem no espelho. Luisa cresceu na Zona Norte da capital gaúcha, quase no limite da cidade vizinha de Alvorada. Em uma família tradicional, viveu ao lado da irmã, mãe e pai, que sempre a apoiaram, garante. “Quando criança eu já sonhava em ser menina. Mas este desejo ficou reprimido”.
Sua verdadeira identidade, no entanto, demorou para aparecer. “Tentei ter uma vida masculina, mas não consegui. Nenhum relacionamento era contínuo. Fui começar a me transformar já com uns 30 e poucos anos. Fui me assumir com mais de 40”, revela Luisa. O nome também foi mudado em maio de 2012 e Luisa prefere não lembrar. “Aquela pessoa já não existe mais”, justifica.
A transexual é uma das 300 pacientes avaliadas pelo Hospital de Clínicas desde 1998. O Programa de Transtorno de Identidade de Gênero da instituição já realizou mais de 100 cirurgias desde a sua fundação. “Quem tem a síndrome normalmente nasce convencida que não pertence ao seu sexo. Na adolescência, busca essa alteração espontaneamente, estranha seu próprio corpo, os órgãos genitais não se adequam ao que ela gostaria de ter”, explica Maria Inês Lobato, psiquiatra coordenadora do programa.

Luisa se descobriu mulher ainda criança, quando não se sentia confortável com seu corpo (Foto: Luiza Carneiro/ G1)
Luisa diz que não se sentia confortável com o próprio corpo durante muitos anos (Foto: Luiza Carneiro/ G1)

Segundo a Secretaria de Saúde de Porto Alegre, 41 pacientes foram encaminhados para a primeira consulta pelo SUS desde julho de 2011 até hoje. “A cirurgia é uma adequação, como se fosse uma plástica, que confere uma maior tranquilidade para o paciente. As tentativas de reverter com abordagem psicológica são ineficazes”, afirma Maria Inês.
Já em vida dupla, Luisa passou a frequentar bares e casas de show LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis). A comunidade cross-dresser lhe abriu as portas e mais tarde a cabeça, diz ela. “Fui morar sozinha com 20 e poucos anos. Gostava de me montar em casa. Foi um processo meio lento, mas acredito que no fundo eu sempre tive a certeza que queria viver como mulher. Só que tem toda a questão da repressão de fora e também interna. Foi bem difícil assumir”, desabafa.
Quando deu entrada no hospital em uma quinta-feira a noite para realizar a cirurgia, ela não tinha mais dúvidas. Até porque não havia mais volta. “Eu me senti bem. Acordei lúcida e entendia tudo”, conta Luisa, lembrando o momento em que abriu os olhos, já mulher, em um leito de hospital.
Em casa e de repouso há quase um mês, ela recebe visita da irmã, sobrinha e mãe, que mora no Litoral Norte do estado. Ansiosa pela volta à rotina, disse que irá ao grupo terapêutico que participava no hospital para contar sobre a experiência. “No começo existe muita confusão entre ser travesti e transexual. Cabe a cada um saber o que é”, aconselha.
Depois, ela que também é formada em contabilidade quer aproveitar o momento de transformação para investir na carreira profissional. Apesar de ter concluído a faculdade de direito em 2000, somente no ano passado Luisa adquiriu a carteira da OAB, sem a qual os bacharéis não podem advogar. 
Ser mulher, para Luisa, é a soma de um conjunto de fatores. Mas a aparência e a estética falam alto, como denunciam detalhes dos brincos, sapatilhas de onça e a decoração do apartamento onde ela mora. “Para a gente que nasceu no corpo errado, a questão da aparência é bem importante. É a gente conseguir se olhar no espelho e ver a figura feminina”, diz, realizada.
Fonte:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Direito à Identidade: Viva seu nome !



O nome é um direito de tod@s. No Brasil, 29 de janeiro é o Dia da Visibilidade Trans.

 

Para celebrarmos o Dia Nacional da Visibilidade Trans, a Igualdade-RS, o grupo G8-Generalizando/SAJU – UFRGS e o NUPSEX/UFRGS promovem um mutirão de ações judiciais com o objetivo de conquistar um direito que não é assegurado para travestis e transexuais.


Nessa data, será realizado um ato público em prol da legitimidade dos indivíduos viverem de acordo com o nome que se identificam, e serão entregues diversos processos de Retificação de Registro Civil no Foro Central da cidade de Porto Alegre. 

 

O evento servirá para colocar em debate a importância de que o Estado ofereça os recursos necessários para que a realização desse tipo de processo ocorra sem os custos, por vezes exorbitantes, e o desgaste excessivo que travestis e transexuais tem tido que arcar para teu seu nome reconhecido, pois hoje em dia isto só é possível ser feito por meio de processo judicial. 

 

Também servirá para chamar a atenção do Supremo Tribunal Federal e do Poder Legislativo para esse problema, pois desde 2010 que a ADIn 4275 tramita no STF, sem perspectiva de julgamento próximo, e temos vários projetos de Lei tramitando no Congresso Nacional, novos e antigos, sem a perspectiva de aprovação. Enquanto isso, o Brasil vai ficando para trás em relação a países como Espanha, Argentina e Uruguai, onde já é possível que travestis e transexuais possam alterar seus nomes diretamente em cartório, sem a necessidade de recorrer ao Judiciário. 

 

Finalmente, o G8-Generalizando, a Igualdade-RS e o NUPSEX se propõem, para além do dia 29 de janeiro, a continuar realizando o processo de troca de nome de maneira gratuita para a população de travestis e transexuais e debatendo o assunto em outras instâncias, marcando nosso desejo por uma sociedade sem preconceitos, na qual cada indivíduo tenha autonomia para realizar as escolhas de como viver sua própria vida. 

 

É através do nome que nós nos identificamos e legitimamos nossas vidas em sociedade. Somos recorrentemente remetidos a nossa identidade civil e é através dela que garantimos nosso acesso aos diversos ambientes e exercemos nossa cidadania.

 

Ter um nome é segurança de pertencimento no mundo. 

 

No caso específico da população de travestis e transexuais, é da negação desse direito e da obrigatoriedade de usar um nome que não corresponde à nossa verdadeira identidade, que decorrem diversas outras formas de discriminação. 

 

Por isso, quando nós não nos encontramos representad@s pelo próprio nome e escolhemos viver através de outra designação, é essencial que o Estado reconheça seu direito à identidade, devido ao enorme constrangimento causado a quem é constantemente chamado por um nome com o qual não se identifica. 

 

Aqui fica nosso convite a tod@s para que vivam esse dia conosco, celebrando todos os nomes que amamos e que nos fazem ser quem somos! 

 

Contatos: 

 

Igualdade RS - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul 

www.aigualdaders.org | aigualdaders@hotmail.com



G8-Generalizando/SAJU-UFRGS
www.g8generalizando.blogspot.com.br | g8generalizando@gmail.com 

domingo, 18 de novembro de 2012

As filhas de Madame Charpentier


Na coluna de Juremir Machado da Silva, publicada no jornal Correio do Povo de hoje, 18 de novembro de 2012, na página 2 da edição impressa, com o título de "Moda e modernidade", encontrei o seguinte comentário:

"Diante de Madame Charpentier e seus filhos, pintura de Renoir, aprende-se algo realmente extraordinário. Aparecem duas crianças louras, cabelos compridos, ambas com vestidinhos azuis. Duas lindas bonecas de porcelana. Pois uma delas é um menino. Exatamente: um garçon. Até os 8 anos de idade, naqueles luminosos dias franceses, os meninos usavam vestidos de meninas."

A pintura é esta:


No mesmo site de onde buscamos a imagem, o texto (em inglês) explica quem era a Madame Marguerite Charpentier e diz que as crianças são seu filho Paul, de 3 anos, afilhado do renomado escritor Emile Zola e a menina Charlotte, de 6 anos.

Para quem ainda não descobriu qual das duas é a menina, consta que Charlotte é a que está sentada junto do cão TerraNova e o menino Paul está mais próximo da mãe.

A imagem e o texto originais podem ser vistos aqui:
http://www.abcgallery.com/R/renoir/renoir107.html

A edição impressa do jornal Correio do Povo pode ser lida no endereço a seguir, mediante cadastro gratuito:
http://digital.correiodopovo.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Saiu a Programação do 2º BlogProgRS, nos dias 03 e 04/08, em Porto Alegre

O 2º Encontro de Blogueir@s do RS, #2BlogProgRS, será realizado em Porto Alegre, nos dias 03 e 04 de agosto. 


O local do encontro será na Nós Coworking, uma empresa de espaço de trabalho compartilhado, coworking, com infraestrutura para realização de eventos e localizada no Shopping Total.


Confiram a programação:


3 de agosto, sexta-feira, 19:30
Mesa 1: Nada além da Constituição
Debatedores:
Maria do Rosário, Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Marcelo Danéris, Secretário Estadual do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social
Altamiro Borges, Presidente do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé
Rosane Bertotti, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC)

4 de agosto, sábado, 10h

Mesa 2: Redes sociais como plataforma de ativismo político

Debatedores:
Enrico Canali, cicloativista, um dos organizadores do 1° Fórum Mundial da Bicicleta
Igor Felippe, editor da página do MST
Leandro Fortes, jornalista e autor do blog Brasília, eu vi
Ney Hugo, do Fora do Eixo
Rute Vera Maria Favero, autora do blog ONG da Rute

4 de agosto, sábado, 14h

Mesa 3: Alternativas de organização da blogosfera

Debatedores:
André de Oliveira, jornalista do Coletivo Catarse
Fernanda Quevedo, do Fora do Eixo
Marco Weissheimer, editor do blog RS Urgente
Renato Rovai, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom)

Mais informações no site oficial do encontro: http://blogprogrs.com.br/

domingo, 15 de julho de 2012

Primeira foto publicada na Internet completa 20 anos, e dizem que o autor era crossdresser

De acordo com informações postadas no site Motherboard e comentadas no blog brasileiro MundoBit, a primeira foto publicada na Internet está completando 20 anos. A foto é de uma banda formada pelas namoradas de cientistas do laboratório onde trabalhavam, chamada de "Les Horribles Cernettes", que fazia uma paródia com as "band girls". Confiram a foto, como foi publicada:



A curiosidade que mais nos interessa, no entanto, são as afirmações de que Tim Berners-Lee, reconhecido como criador da World Wide Web e responsável pela publicação da foto, estava intessado em crossdressing (ao menos na  época) e, segundo uma integrante das Cernettes: 

“He was the dame dressed as a woman.”

Uma pena que não tenhamos imagens dele quando se montava...

Aqui tem outra versão da mesma foto, antes de ser editada:



Ainda, há uma divergência quanto ao dia correto, pois enquanto o Motherboard informa que:

"Next Wednesday, July 18th, the photograph at the center of that image — a homemade promotional shot for Les Horribles Cernettes, a comedy band based at the CERN laboratory near Geneva — will turn 20 years old."


No MundoBit consta que a  foto acaba de completar 20 anos nesta quarta (11).


Seguem os links de referência para esta postagem:


http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2012/07/11/primeira-imagem-publicada-na-internet-completa-20-anos/

http://motherboard.vice.com/2012/7/10/crossdressing-compression-and-colliders-the-first-photo-on-the-web

domingo, 8 de abril de 2012

Presídio Central de Porto Alegre tem celas para travestis


A seguir, reproduzimos notícia divulgada pela SUSEPE e complementada com fotos de postagem no blog da Igualdade-RS, pelo qual também somos responsáveis:


http://www.aigualdaders.org/2012/04/presidio-central-de-porto-alegre-tem.html



  As travestis e seus companheiros no novo local, chamado de 3º H.


A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a ONG Igualdade-RS, viabilizaram para travestis privadas de liberdade, homossexuais e companheiros, o cumprimento de pena em celas separadas dos demais presos no Presídio Central de Porto Alegre (PCPA). A intenção é retirá-las da situação de risco e violência, além de tentar coibir a violação dos Direitos Humanos.

Para a diretora do Departamento de Tratamento Penal da Susepe, Ivarlete Guimarães de França, a garantia de direitos humanos no cárcere, a diversidade sexual e os direitos homoafetivos se inserem na Política de Atenção Integral como parte importante nas linhas de cuidados singularizados da pena.

"A Susepe vem implementando, dentro das Diretrizes Nacionais e Internacionais de Direitos Humanos, uma política de tratamento penal que contempla as necessidades dos diferentes grupos da população privada de liberdade", enfatiza.

ONG Igualdade-RS

Conforme a presidente da ONG, Marcelly Malta, o convívio com outros presos era marcado por humilhações, injúrias e pela ameaça constante de sofrer discriminação ou violência. "Levamos seis meses para executar o projeto de separação das celas, mas atualmente, nos espaços diferenciados, elas sentem-se mais felizes, e com autoestima elevada", afirma. Para Marcelly é necessário, ainda, implementar projetos de trabalhos prisionais. "Elas querem muito confeccionar artesanatos para comercializar e enviar renda às suas famílias", informa.

De acordo com os funcionários do PCPA, houve visível melhoria no ambiente de convívio. Elas estão menos agressivas e mantém as celas totalmente limpas, além de não mais sofrerem discriminações por parte de outros apenados. No Brasil, medida semelhante só existe em Minas Gerais.

Marcelly Malta, em oficina realizada na nova ala
 
Reinvidicações

Conforme Analanda, 25, e Tininha, 50, travestis que estão em situação de prisão, e que colaboraram com o projeto, são necessários mais avanços no que diz respeito ao ambiente prisional. "Queremos ser vistas como ser humano, e não como ser esquisito, porque também temos sentimentos, famílias, direitos e amor próprio", enfatiza Analanda.

Além disso, as travestis estão formulando um projeto para que seja liberada a entrada de lingeries, cremes e roupas femininas. Segundo as travestis, elas eram estigmatizadas pelos outros presos em razão de suas orientações sexuais. "Era impossível viver nessas situações de preconceito", afirma Tininha.

Texto:  
Neiva Motta, publicado originalmente no site da SUSEPE.

Fotos: 
Arquivo da Igualdade-RS, disponivel em sua página no Facebook 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Polícia Federal prende autores de site criminoso


Segundo informações divulgadas pela agência de notícias da Polícia Federal e divulgadas em vários sites, a Polícia Federal deflagrou hoje, 22 de março, em Curitiba a “OPERAÇÃO INTOLERÂNCIA” que  identificou os responsáveis pelas postagens criminosas encontradas no site silviokoerich.org e foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra os autores do site Silvio Koerich.
De acordo com o site Paraná-Online, os presos foram Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello, moradores de Curitiba e Brasília. Além dos mandados de prisão preventiva, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos criminosos.
Da nossa parte, cabe elogiar a medida e dizer que Marcelo Valle é um antigo conhecido, que incita a violência contra pessoas LGBT, negros, mulheres e várias outras minorias e de longa, data, primeiro no Orkut, depois em blogs e no Twitter foi autor de inúmeras ofensas pessoais contra esta que vos escreve, inclusive ameaças de morte.
Nas imagens a seguir, copiamos postagens do Twitter feitas em 12 e 13 de dezembro de 2010, com ameaças explícitas de morte e confiança na impunidade, com ironia e deboches quanto a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal.


Na segunda imagem, no canto direito, ao alto, também pode ser ver a minha resposta à Thalita Pires, jornalista da Revista Fórum, que noticiou o caso na reportagem "Homofobia em Preto e Branco", veiculada na edição 94, de janeiro de 2011.
Para concluir, seguem os link das matérias aqui mencionadas: 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Dia Nacional da Visibilidade das Travestis no FST 2012


Neste ano de 2012, as atividades oficiais do Dia Nacional da Visibilidade das Travestis serão realizadas em Porto Alegre, na programação do Fórum Social Temático e Fórum Social Mundial da Saúde.

Será a principal atividade promovida pela ANTRA - Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, com apoio da ABGLT e parceria/financiamento dos Ministérios da Saúde e dos Direitos Humanos (SDH/PR). 

A entidade responsável pela organização é a Igualdade RS - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, com apoio dos grupos SOMOS e Nuances.


24.01 (terça-feira)
Movimento LGBT na Marcha de Abertura do Fórum Social Temático
Concentração a partir das 15h, no Largo Glênio Peres


26.01 (quinta-feira)
Mesa de Diálogos - Dia da Visibilidade das Travestis: Saúde, Educação e Segurança Pública
Convidados: Maria do Rosário (SEDH), Fabiano Pereira (SJCDH), Alexandre Padilha (MS), Keila Simpson (ABGLT), Fernanda Benvenutty (ANTRA), Ivarlete Guimarães de França (SUSEPE/RS), Vereador Carlos Comassetto (Comissão de DH da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mário de Azambuja (SMDHSU/POA) e Marcelly Malta (Igualdade/RS – Conselho Municipal de Direitos Humanos).
Das 13h às 16h - Tenda Saúde e Cultura Frida Kahlo – Acampamento da Juventude – Parque da Harmonia


27.01 (sexta-feira)
Dia da Visibilidade das Travestis
Das 12h às 14h -  
Ato na Esquina Democrática, Centro Histórico de Porto Alegre

Noite Cultural Igualdade
Shows com Ângela Leclerry (RJ), Renata Peron (SP) e Marina Garlen (RJ)
Performances de Arte Transformista e Gogo Boys
Entrega do Prêmio Igualdade de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos
Concurso Miss Igualdade 2012
21h - Tenda Saúde e Cultura Frida Kahlo – Acampamento da Juventude – Parque da Harmonia


29.01 (domingo)
Dia da Visibilidade das Travestis


Contato para informações:
MARCELLY MALTA – Presidenta da Igualdade RS
(51) 3029 7753 - aigualdaders@hotmail.com 









sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Semana especial LGBT no Porta Curtas tem filmes com temática trans

O projeto Porta Curtas da Petrobrás inicia o ano de 2012 com uma seleção especial de 6 filmes com a temática LGBT. Confiram a seguir os curtas que envolvem transexuais e travestis:


Fabricação Própria - A Desordem do Desejo
Refém do próprio corpo, Guta Silveira conta como driblou a natureza. Ou seria o destino? Um retrato da primeira transexual operada legalmente no Brasil. A carne é um peso difícil de carregar.

Ficha técnica completa no site Porta Curtas:


Máscara Negra
Gregório é apaixonado por uma mascarada de carnaval. Ele todos os anos vai atrás dela. Seus amigos tiram sarro, mas ele é um romântico convicto. Luisette é uma travesti em busca de carinho. Juntos eles passam uma noite de amor intenso. No dia seguinte, Gregório leva Luisette a um jogo de futebol beneficente com amigos vestidos de mulher. Conforme ela vai jogando bola, ele vai se apaixonando. Luisette o cativa pelo seu amor sincero.

Ficha técnica completa no site Porta Curtas:

O Vestido Dourado
Garoto sonha em comprar um vestido de dourado para se apresentar em um concurso de transformistas dublando canções de Maria Bethânia. Enquanto ajuda a mãe, que é costureira e compartilha seus sonhos com a amiga  travesti e cabeleireira. Participação especial de Rogéria.

Ficha técnica completa no site Porta Curtas:


Para acessar o site e ver os demais filmes desta seleção, clique em: