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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Adequação sexual é nova fase na vida de transexuais

Do site A Capa
Por * Diana C. 23/12/2008 - 17:25


Cabelos compridos e jeito feminino. Estas podem ser, mas não necessariamente, as características de uma mulher ou de um homossexual. Agora, acrescente as palavras personalidade ou identidade feminina. Aí, a conversa toma outro rumo.

Raquel completou recentemente 24 anos, mas somente há três se sente completa. Antes se considerava diferente, com um detalhe a mais: o pênis.

Quando nasceu, D** foi levado por sua mãe ao psicólogo. A busca por uma possível explicação e a queixa ao médico era de que, ao sair das fraldas, seu garoto, ao invés de urinar em pé como qualquer outro, insistia em fazer xixi sentado. Como era de se esperar, o médico afirmou que se tratava de uma criança normal e sadia. Porém, não era um menino somente com traços femininos e sim uma menina em um corpo masculino.

A partir desta consulta, Raquel conta que sua mãe passou a deixá-la mais livre para que aos poucos fosse se encontrando. "Meu cabelo sempre foi comprido, eu não usava roupas masculinas. Evitava só saia e vestido, mas de resto usava tudo", relembra.

Vista como uma menina, Raquel não enfrentou grandes preconceitos na infância. Porém, vivia uma crise interna que nem ela mesma entendia. E, aos sete anos de idade, Raquel tentou, em um momento desesperado, livrar-se de algo que acreditava não lhe pertencer. "Cheguei a tentar cortar o pênis, não queria aquilo", pensava. Duas cicatrizes deixadas com uma faca fez com que Raquel nunca mais se esquecesse deste dia.

Com 14 anos, em casa, ao mexer nas coisas de seus tios, Raquel achou uma revista que mudou completamente seu modo de pensar. A Playboy da transexual Roberta Close, edição de Maio de 1984, fez com que ela iniciasse a verdadeira busca por sua identidade de gênero. Como quem é da casa reconhece os parentes, Raquel viu entre as duas uma semelhança, que constatou ser verdadeira após as explicações de seus familiares sobre quem era a modelo da revista. Foi aí que Raquel decidiu: "é isso que eu quero."

Pesquisando cada vez mais sobre o assunto e as possíveis cirurgias, com 16 anos descobriu os hormônios e começou a tomá-los. Seu corpo foi tomando forma e, por ser alta e magra, Raquel começou a trabalhar como modelo feminino em eventos e desfiles.

Foi em um destes eventos que Raquel conheceu o médico responsável por sua cirurgia. "Como médico, ele me viu e percebeu que havia alguma coisa errada. Começamos a conversar sobre uma possível cirurgia". Nesse momento Raquel não teve dúvida. Iria, finalmente, se encontrar e viver como uma mulher completa.

Acertados os detalhes para a cirurgia de mudança de sexo, aos 17 anos Raquel começou a passar pela bateria de exames pré-operatórios, tanto psicológicos como físicos. "Os médicos constataram que até a minha estrutura óssea era feminina e a parte que cabe a mulheres no cérebro, a memória fotográfica, eu possuía de forma predominante".

Tudo finalizado na questão dos exames, assim que completou a maioridade, Raquel estava pronta para colocar em prática seu grande sonho. Porém, a dificuldade para achar um hospital gabaritado para este tipo de cirurgia em São Paulo retardou em dois anos seu desejo. E, com 20 anos, cansada de procurar algo em São Paulo, resolveu e partiu sozinha para Porto Alegre,"onde meu médico tinha clínica, e decidi que faria lá mesmo a cirurgia". E fez.

No dia 24 de Abril de 2004, Raquel deu adeus ao passado e não só começou uma nova etapa em sua vida, como também aos 21 anos teve sua primeira relação sexual. "Demorei, pois sentia nojo e vergonha do meu próprio corpo, não conseguia ficar nua na frente de ninguém antes da cirurgia".

Antes da cirurgia, Raquel não pensava na alteração de seu nome de registro, o qual não quis que fosse divulgado. "Não me preocupava com o nome, minha única preocupação era meu corpo. Tanto é que só fui dar entrada ao processo de alteração [de nome] três anos depois da cirurgia", declarou.

Para se tornar Raquel Munhoz no documento de identidade, ela aguarda apenas um exame que é realizado pelo governo. "Assim que me chamarem faço o exame para que o juiz possa autorizar a alteração no documento", explica.

Desfilando e realizando shows em casas noturnas, Raquel define seu momento como uma "Nova fase... Adeus ao passado" e finaliza dizendo que "agora sim, olho no espelho e vejo meu reflexo".

* Matéria originalmente publicada na edição 13# da revista A Capa (Maio/08)
** A pedido de Raquel seu nome de registro foi preservado.

A matéria original pode ser lida no site A Capa, clicando aqui.
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domingo, 28 de dezembro de 2008

Filmes - Ed Wood

Filme de Tim Burton, de 1994, com Johnny Depp interpretando Ed Wood, Martin Landau no papel de Bela Lugosi e ainda conta com Patricia Arquette, Sarah Jessica Parker (do seriado Sex and The City) no papel de Dolores Fuller e Bill Murray como a transexual Bunny Breckinridge.

Trata da biografia de Edward D. Wood Jr., aquele que ficou conhecido pela fama de ser o pior diretor de todos os tempos. Fama injusta, em minha modesta opinião, pois Ed Wood tinha rompantes de genialidade, mas por outro lado um gênio difícil, fazia filmes de baixíssimo orçamento, com predisposição para associar-se a atores desconhecidos e/ou decadentes, como no caso de Bela Lugosi, que estava em final de carreira, depois de ter seus momentos de sucesso em filmes de terror, especialmente no papel de Drácula.

Pois bem, Ed Wood ao seu tempo era o que chamamos de crossdresser hoje em dia. O personagem aparece em trajes femininos durante algumas passagens do filme e em outras, mostra aliviar-se um bocado da ansiedade pelo simples fato de usar um casaco angorá feminino sobre suas roupas de homem.



A história também explica um pouco do que aconteceu na época das filmagens de "Glen or Glenda", filme em que o personagem título é claramente baseado na experiência pessoal de Ed Wood como crossdresser, e interpretado por ele mesmo, com o pseudônimo de Daniel Davis.

Dizem que Ed Wood captou (escassos) recursos para filmar a história da transexual Christine Jorgensen, de grande repercussão na época, e terminou filmando sua própria história de crossdresser, relegando a uma personagem transexual inspirada em Jorgensen uma aparição secundária no filme.


Confira aqui o trailer do filme no YouTube:



E o link para a ficha completa do filme no Internet Movie Database (IMDb), sendo que para acessar a ficha dos atores/diretores citados, basta clicar no nome deles:

http://www.imdb.com/title/tt0109707/

Para baixar o filme por torrent, com legendas em português, clique aqui.

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Filmes - Glen or Glenda

Um clássico de Ed Wood, filmado em 1953, por aquele que injustamente levou a fama de ser o pior diretor de todos os tempos.

Na verdade, creio que Ed Wood era uma espécie de gênio incompreendido, fazia filmes autorais, polêmicos e com muito pouco orçamento, por isso que ficou com essa fama.

"Glen or Glenda" é um filme, talvez o primeiro em toda a história do cinema, que aborda o crossdressing e o transgenerismo de forma séria. Apesar do título, não se resume a somente essa história.

Ao longo dos tempos, o filme recebeu outros títulos, a.k.a. "Confessions of Ed Wood", "He or She ", "I Changed My Sex", "I Led 2 Lives (UK)" e "The Transvestite".

Dizem que Ed Wood ficou extremamente impressionado com a repercussão do caso de Christine Jorgensen, a primeira transexual operada que se tem notícia, captou (pouco) dinheiro para filmar a história dela e, no fim das contas, teria feito o filme com o personagem título inspirado em sua própria experiência como crossdresser, deixando para apresentar um caso de transexualismo, claramente baseado em Christine como uma história secundária.

Ao menos, essa é a versão que Tim Burton nos passou no filme que fez sobre a vida do diretor.

No elenco, o lendário Bela Lugosi, famoso pelos papéis de Drácula, faz o papel de um cientista (louco?), que narra a história em off e se encarrega, com sua voz cavernosa, sentenças e comentários bizarros, de dar ao filme seu ar mais trash.

No papel de Glen/Glenda, o próprio Ed Wood, que na época apareceu nos créditos com o pseudônimo de Daniel Davis. A desconhecida Dolores Fuller interpreta a noiva de Glen (vejam os dois na foto ao lado), naquela que é considerada por muitos uma das piores interpretações de todos os tempos. Maldade, pois achei ela muito bem no papel de loira meio caipira, ingênua e burrinha.

Tudo começa quando uma crossdresser (chamada de travesti/transvestite) é encontrada morta (foi suicídio). A partir da carta que ela deixa, justificando o suicídio em função do desconforto em viver no sexo errado, o Inspetor Warren (Lile Talbot) se interessa pelo tema e vai buscar explicações com um psiquiatra que já tratou alguns transgêneros.

E o psiquiatra é quem explica, de forma didática os mais variados aspectos do transgenerismo e as diferenças entre eles. Para ilustrar, conta a história de Glen/Glenda e depois de Alan/Anne (Tommy Haynes), uma transexual operada, comparando e explicando as variações de comportamento entre os casos.


Notem que na época, a palavra crossdresser ainda não era utilizada e eles referem-se o tempo inteiro ao personagem Glen/Glenda como travesti (transvestite), embora ele seja um típico caso do que hoje nós conhecemos como CD.

É que o filme foi feito na década de 1950 e a expressão crossdresser começou a ser utilizada a partir do anos 60.

Confiram a seguir o trailer no Youtube:



E o link para a ficha do filme no Internet Movie Database (IMDb), sendo que para acessar a ficha dos atores, basta clicar no nome deles:

http://www.imdb.com/title/tt0045826/

Para baixar o filme por torrent, clique aqui. E as legendas em português, neste link.
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sábado, 27 de dezembro de 2008

Homem de saia, salto alto, batom e lingerie

CROSSDRESSERS: Heterossexuais que sentem prazer ao se vestir de mulher

Desde a infância, Roberto preferia estar no grupo das meninas, e olhava mais para vitrines femininas. Quando jovem, usava roupas da mãe ou da irmã, em segredo.

“Você repara mais em coisas que só mulheres reparam”, afirma. Ele não é homossexual, mas sente prazer em se vestir como mulher. Roberto é um crossdresser (CD) e Vanessa está incorporada à sua personalidade.

O crossdressing é um tipo de travestismo considerado Distúrbio de Identidade de Gênero – quando a pessoa não se adequa ao seu gênero físico. Segundo a psicanalista Eliane Kogut, cujo tema da tese de doutorado foi o crossdressing masculino, ele é um distúrbio principalmente do ponto de vista cultural, pois vai contra costumes e tradições vigentes. Ela acredita que, futuramente, o crossdressing deve ser visto de outra forma, como a homossexualidade, que deixou de ser considerada um distúrbio em 1974.

Segundo Roberto/Vanessa, o que os CDs sentem é a necessidade de vivenciar o sexo feminino. “Queremos nos vestir e nos portar como uma mulher. É assim como uma necessidade que se tem de fumar ou beber”, conta. Eliane concorda e diz que não se trata de uma escolha. “Se eles não se vestirem, a angústia vai a níveis muito elevados. É como uma droga, porque existe uma espécie de fissura”. Essa angústia oscila entre a vontade incontrolável de se vestir de mulher e a negação total do ato.

Os CDs normalmente começam a se travestir ainda na infância, antes da chegada da puberdade. Segundo a pesquisa de Eliane, a maioria começa entre quatro e seis anos de idade. Não há comprovação de que haja alguma relação com a carga genética, porém, acredita-se que o fator biológico e o cultural se complementam na formação de um crossdresser. “A influência cultural pode vir de uma mãe apagada, um pai mais agressivo, ou mais ausente, que seja alguém com quem o filho não queria se identificar”, explica a psicanalista.

Caricaturas de mulher

Eliane ressalta ainda que há grandes diferenças entre os travestis ‘normais’ e os CDs. Os travestis são homens com características femininas adquiridas por meio de hormônios ou plásticas, que agem e se vestem como uma mulher, e geralmente são homossexuais. “O CD é um travesti diferente, que tem a vida masculina estruturada também”, explica. A imagem que se tem dos travestis está muito associada à marginalidade. Os CDs são, na maioria, pessoas bem sucedidas, que trabalham e levam vidas relativamente normais.

Segundo Vanessa, eles não têm a pretensão de se tornarem mulheres perfeitas. “As mulheres já nascem prontas. Nós passamos por todo um aprendizado e chegamos a uma caricatura do que é uma mulher”. Muitos CDs, que são heterossexuais em sua maioria, brincam que gostam tanto de mulheres que resolveram tornar-se uma.

Se o CD é solteiro, pode formar seu guarda-roupa feminino com mais liberdade. Já quando é casado, contar para a esposa é um passo difícil. Muitas vezes, essa condição não é aceita pela mulher, o que pode inclusive acabar com relacionamentos. No entanto, muitas apóiam e, às vezes, até participam.

Vanessa foi casada por 20 anos, e sua esposa não aceitava a situação. Seus dois filhos não sabem que o pai é CD. “Eu viajava muito, aí levava as roupas e me satisfazia escondido”. Vanessa, no entanto, acredita que o principal não é a aceitação dos outros, mas a própria. “Várias vezes eu tentei negar isso. Mas até você descobrir quais são seus limites, é um caminho dolorido”, diz. Quando ainda não sabia o que era o crossdressing, achava que era homossexual. “Eu sabia que a sociedade não aceitaria, eu não queria ser gay! E, ao mesmo tempo, eu nunca me senti atraído por menino nenhum”, lembra.

Eliane diz que eles pensam que são aberrações até descobrirem que existem pessoas com o mesmo problema. A facilidade de encontrar informações na internet e organizações como o Brazilian Crossdresser Club (BCC) ajudam muito. O BCC realiza eventos para que os CDs possam conviver socialmente e aproveitem momentos de encontro para ficarem ‘montados’ (vestidos de mulher). Compartilhar as experiências com pessoas que passam por situações semelhantes é muito importante para eles, segundo Eliane.

Marido, pai e crossdresser

Atualmente, Vanessa diz que só se relacionaria com uma mulher que aceitasse e tivesse pleno conhecimento do crossdressing. “De que adianta amar uma pessoa, mas não compartilhar com ela minha totalidade? Não quero mais esconder, já chega o que escondo no trabalho e da família”, afirma. Como mora sozinha, Vanessa tem mais liberdade para guardar suas peças femininas. “Tenho um guarda roupa que qualquer mulher teria, e há muito tempo que só uso lingerie feminina”, revela.

Para os que têm a cumplicidade da esposa, fica mais fácil assumir o crossdressing. Reinaldo é casado, tem filhos e parte de sua família conhece seu outro lado. No escritório em que trabalha, onde também é o chefe, não esconde Kelly de seus funcionários. “Eu consegui transmitir para eles que o Reinaldo é o que é, um bom profissional, e é isso que importa”. Mas, quando está montado e encontra algum conhecido, a desculpa é sempre algo do tipo ‘perdi uma aposta, por isso estou assim’. O anonimato, segundo ele, é o ‘grande barato’ do crossdressing. Vanessa concorda: “Seu vizinho ou alguém da sua família pode ser um CD, e você, talvez, nunca saiba disso”.

Carlos/Patrícia é hétero convicto e nunca teve dúvidas sobre sua sexualidade. “Mulher põe roupa de homem e ninguém liga. Mas se um homem põe uma sandália, uma saia, é gay. Não posso fazer isso e continuar a ser heterossexual?”, questiona. No entanto, ele admite que o crossdressing não é considerado “normal” na sociedade, e respeita a visão de quem não entende. Ele acredita que por ter desenvolvido mais seu lado feminino consegue também entender melhor as mulheres. “Vou comprar roupa no shopping junto com a namorada, a gente dá opinião um pro outro, é uma relação diferente”, explica. Rafaela, sua namorada, completa: “É como se fosse a sua melhor amiga, mas é seu namorado ao mesmo tempo”.

Crossdressing não é fetiche

Segundo a tese de Eliane, uma parte dos CDs é bissexual e outra é heterossexual. Ela não conheceu, durante toda a pesquisa, um crossdresser que fosse homossexual. Quanto ao erotismo, que é aquilo que provoca e mantém a excitação, eles não se enquadram em nenhuma dessas opções. Para um homem homossexual, por exemplo, o objeto de desejo é outro homem. Para o heterossexual, é o sexo oposto. Mas, para os CDs, apesar de terem relações com os dois gêneros, o erotismo não está voltado para a outra pessoa, e sim para a própria figura feminina que eles constroem.

Essa figura não é uma personagem, porque não se trata de uma atuação. “São eles próprios”, diz Eliane. E também não é apenas um fetiche porque, no caso dos fetichistas, a relação com o vestuário feminino não está associada ao transtorno de gênero. É apenas um desvio do objeto de desejo sexual para peças específicas, como calcinhas ou sapatos de salto alto. “Esses que têm apenas o fetiche de botar uma calcinha e aparecer no Orkut ou numa webcam não são CDs de verdade”, explica Vanessa.

A grande diferença, de acordo com Eliane, é que os CDs têm alguns componentes femininos na personalidade. Mas a mulher que eles acreditam ser é criada do ponto de vista masculino, a partir do que eles acham que a mulher é e pensa. “As mulheres não sentem prazer em balançar os cabelos, com o ‘toc toc’ dos tamancos, ou em vestir uma meia calça, por exemplo. Mas, para eles, o prazer de ser mulher é vestir a roupa e balançar os cabelos”, exemplifica a psicanalista.

JULIANA VITULSKIS

Matéria do Jornal Comunicação, jornal laboratório do curso de Jornalismo da UFPR - Universidade Federal do Paraná, Edição 08 - Novembro de 2008.

A edição inteira do jornal, em PDF, pode ser baixada nesse endereço:
http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/files/impresso/1108.pdf
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Melhor atleta do salto com vara da Alemanha faz cirurgia e muda de sexo

Yvonne Buschbaum passa a se chamar Balian e comemora sua 'liberdade'

23/12/08 - 10h00 - Atualizado em 23/12/08 - 10h05


GLOBOESPORTE.COM

Postdam, Alemanha


Balian, ex-Yvonne: por mudança de sexo, ex-atleta da Alemanha abandona o esporte

Yvonne Buschbaum, melhor esportista do salto com vara da história da Alemanha, agora se chama Balian. Com resultados que a levaram ao quarto lugar do ranking mundial em 2003, a ex-atleta largou o esporte e fez um longo tratamento para mudar de sexo.

Balian anunciou no final de 2007 que se sentia “um homem no corpo de uma mulher” e, por isso, largaria o atletismo para tomar hormônios e fazer uma cirurgia para ganhar órgãos sexuais masculinos.

A operação foi realizada este mês em Postdam, na Alemanha, e a ex-saltadora, que ainda está no hospital, se mostrou realizada em seu site na internet.

- Hoje acordeu em completa liberdade; o céu está aberto – comemora Balian, que decidiu não conceder entrevistas.

Após a mudança, ex-atleta, que também pensou em se chamar Ivan em sua nova vida, não pode mais participar de competições oficiais, pois seria flagrada no exame antidoping por uso de testosterona.


Clique aqui para ler a notícia no site GLOBOESPORTE.COM
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sábado, 20 de dezembro de 2008

O fim da identidade de gênero

Masculino x feminino: a diferenciação de gênero não faz mais sentido

Por Ana Cláudia Simão
Publicado em 17/12/2008 às 15:51, no site Dykerama

Fotos




Crédito: Reprodução
Hoje, masculino e feminino se misturam



O homem e a mulher do século XXI podem ser cada um deles masculinos e femininos ao mesmo tempo? Este homem pode usar brincos, colares, rabo de cavalo e camiseta cor de rosa e ser macho? E esta mulher pode ser independente, autônoma, ter sucesso e ser feminina? A maioria das pessoas com quem conversei disse que sim.

Ao mesmo tempo vejo que há um grande antagonismo criado pelo sistema patriarcal. O homem e a mulher ainda são pressionados a exercer seus papéis antigos. Ainda hoje escutamos com uma certa freqüência: "O homem que é macho mesmo não usa rosa, é provedor, tem sucesso, não chora e é namorador. A mulher, por sua vez deve ser delicada, carinhosa, frágil, cheirosa, maternal e administradora do lar".

Podemos então entender que este homem e esta mulher criados pelo sistema patriarcal são pessoas estereotipadas. Não estão sendo elas próprias, estariam negando seus próprios sentimentos, aspectos de suas personalidades, seus desejos mais profundos para se submeterem às exigências sociais.

Acredito que chegaremos a um ponto em que a diferenciação de gênero não fará mais sentido. As pessoas não serão mais identificadas de acordo com seu sexo biológico; o feminino e o masculino não estarão mais vinculados ao sexo. Como já vem acontecendo, por exemplo, ter um pênis e ter identidade de gênero feminino sem qualquer estranheza.

As mudanças no comportamento do homem e da mulher do século XXI são evidências importantes que mostram o esfacelamento das certezas que definem raças e sexos. Atualmente, certos comportamentos e atitudes tidos como estritamente femininos estão sendo incorporados pelos homens, que hoje ocupam tanto ou mais tempo que as mulheres cuidando da aparência, investem em cosméticos e realizam tratamentos estéticos. Os ditos metrossexuais não se sentem mais envergonhados de realizar rituais diários de beleza e escolher cuidadosamente roupas e acessórios. O mesmo acontece com a mulher atual. Hoje, ela está no mercado competindo, buscando independência financeira e autonomia.

Aos poucos estamos seguindo rumo ao fim da idéia do sexo biológico ser o demarcador do feminino e masculino como divisor social. Uma nova noção de cidadania deve ser construída, eliminando-se preconceitos, discriminação e marginalização daquele que quer ser ele mesmo sem ter que exercer os estereótipos estipulados pela sociedade ocidental.

O masculino e o feminino se constroem e se destroem nas disputas de poder. Nada tivemos, por exemplo, durante décadas sobre as relações de gênero para gays, lésbicas, trangêneros, transexuais, bissexuais etc. As pessoas sofrem tentando construir suas identidades, sexual, e de gênero mediante exclusão.

Na verdade, a diferença entre os sexos é anatômica e fisiológica. De resto, é fruto de nossa cultura. Todo homem e toda mulher podem ser autônomos, independentes ou dependentes, fracos e fortes, dependendo de cada um. O respeito à diversidade e a exclusão de dogmas e mitos sociais nos levará à liberdade de sermos o que realmente queremos ser: nós mesmos. Independentemente de nosso sexo biológico.

* Texto originalmente publicado na edição de dezembro da revista L’Uomo.

Leia também:

:: Psicóloga Ana Cláudia Simão fala sobre a evolução da psicologia no entendimento das diversas sexualidades


Clique aqui, para conferir a matéria, no site Dykerama.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Filmes - Quase Uma Mulher (Just Like a Woman)

Filme de Christopher Monger (1992), com Adrian Pasdar e Julie Walters.

Com toda a certeza, é o filme mais bem feito e que melhor aborda o crossdressing até hoje, embora até onde eu possa lembrar, a expressão não tenha sido usada no filme.

Baseado na história real de Gerald/Geraldine contada no livro "Geraldine" escrito por sua companheira (S/O) Monica Jay, o filme aborda com leveza e de forma tocante a vida de Geraldine, com diversas situações que também devem ter sido vividas pela maioria das CDs.

Gerald (Adrian Pasdar), é um jovem bancário americano que mora com sua esposa e duas crianças. Em seu emprego, ele é um cavalheiro ambicioso que realiza ótimos negócios.

Mas ele tem um hábito secreto: gosta de se vestir de mulher. Guarda seus pertences em uma maleta especial, com espelho interno e luzes para iluminá-lo.

Para ele tudo é maravilhoso, até que um dia sua esposa vai viajar com os filhos. Gerald abre sua maleta e espalhas as roupas femininas pelo quarto. Mas a esposa volta inesperadamente, descobre as roupas e o expulsa de casa, achando que eram de uma amante.


Então, Gerald tem que procurar outro lugar para morar.

Monica (Julie Walters), é uma dona-de-casa divorciada após um longo e chato casamento que procura inquilinos para ocupar sua enorme casa, e está encantada com o novo inquilino que para lá se mudou. Para sua alegria, a atração parece ser mútua.

O relacionamento avança, Monica vai aos poucos descobrindo o lado feminino de Gerald, que se chama Geraldine, até se tornar sua companheira que no futuro escreveria o livro que deu origem ao filme.

História sensacional, tocante e muito bem filmada, baseada em fatos reais. Mostra diversas passagens na vida de uma crossdresser, com as quais a maioria das CDzinhas certamente vai se identificar.

Imperdível !!!

Segue a ficha do filme no Internet Movie Database (IMDb):

http://www.imdb.com/title/tt0104576/

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E, numa dica especial, do tipo oferta de Natal, para todas amigas CDzinhas e admiradores do tema, descobri que as Americanas estão vendendo o filme em uma edição da Revista do DVD, por absurdos, impensáveis e inimagináveis R$ 8, 49.

Isso mesmo, pela "fortuna" de oito reais e quarenta e nove centavos, qualquer um pode ter o melhor filme sobre crossdressing já feito em sua casa. Aproveitem !

http://www.americanas.com.br/AcomProd/589/290207


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Novo Jornal do BCC e sua História

A História do Jornal do BCC

O precursor de todas as publicações eletrônicas para o público crossdresser do Brasil foi lançado em 1997 com o nome BCC Magazine editado por Liane Ferraz e Mayara Frade (já falecida). Era apresentado em um web site sob a forma de uma Revista e trazia já reportagens e assuntos pertinentes ao meio Crossdresser.


Em seguida nasceu o jornal NEWS que a mesma Liane Ferraz colocou no ar com a intenção de transformá-lo em uma versão já oficial para o Brazilian Crossdresser Club, sendo batizado então de BCC News.


Depois de certo tempo na Internet e somente podendo ser acessadas por associadas do BCC, este jornal foi extinto retornando em 1999 com o nome JTB (Jornal Transgender do Brasil) por iniciativa de Deborah Cristina (Debbi) que assumia então a direção do BCC. Infelizmente esta publicação também ficou pouco tempo no ar.


Outras tentativas de ser feito um jornal voltado ao público Crossdresser foram feitas por algumas associadas como o Jornal Crossdresser do Brasil, numa idéia da Betinha Bardotti, que na época não chegou a ser editado. Em 2002, a saudosa Ângela “Guta” Giacometti teve colocou no ar um Editorial mensal, porém ela não quis levar adiante a sugestão de Suzy Kelly de transformá-lo em um jornal oficial.


Em novembro de 2002, o Jornal Crossdresser do Brasil é publicado e toma força sendo publicado através de edições mensais, informando o público crossdresser com dicas, novidades, notícias, moda, esclarecimentos, entrevistas e o que de importante saiu nos jornais e nas revistas e tudo mais que se relacione ao público ao qual se destinava. No começo, estas edições do jornal ainda eram somente compartilhadas com as associadas que freqüentavam o Fórum do BCC, o que restringia o acesso a poucas pessoas.


Em 2007 muda a Diretoria sendo transformada em um sistema presidencial, onde Kelly Silva Neta assume a Direção Geral do Clube, a responsabilidade é dividido entre várias diretorias onde a Direção Cultural é assumida por Vera Jardim que tomou a iniciativa de remodelar o Jornal Crossdresser do Brasil que andava um pouco desgastado. Foi criado o Jornal do Brazilian Crossdresser Club, em edição bimestral tazia a colaboração de muitas associadas, com assuntos de saúde, direito, charges, comportamento, opinião e muito mais, sendo muito bem recebido por todos que o liam.


Infelizmente, nossa querida diretora Vera Jardim sofreu um acidente fatal e nos deixou. Coube a mim como sua sucessora na diretoria Cultural do BCC levar adiante muitos dos projetos que ela estava por cuidar, dentre eles, o Jornal do BCC o qual remodelei criando uma apresentação estilo BLOG onde poderemos mostrar de maneira mais direta, os assuntos de interesse do publico leitor.


Espero que gostem desse nosso trabalho que é feito com muito amor, pensando em todas vocês que precisam de informações adequadas e sem fantasias sobre o mundo Crossdresser e o universo em geral.


Maria Luiza
Diretora Cultural do BCC


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O novo Jornal do BCC, agora no formato de blog, entrou no ar ontem à noite, 15 de dezembro de 2008 e será, com toda a certeza, a maior e mais dinâmica fonte de informação e de atualização para todas as crossdressers brasileiras.


O conteúdo pode ser conferido na nossa listagem de blogs favoritos, à sua direita, ou diretamente pelo link:

http://blog.bccclub.com.br/


Boa leitura a todas(os).

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Sueco ganha direito de usar nome de mulher

11/11/08 - 07h22 - Atualizado em 11/11/08 - 07h47 (Portal G1)


Jan-Olov Ågren conquistou na Justiça o direito de ser chamado de Madeleine.


Da BBC


Um homem sueco que gosta de se vestir de mulher ganhou na Justiça o direito de ser chamado oficialmente de Madeleine.


O sueco Jan-Olov Ågren, que vive na cidade de Luleå, havia solicitado ao fisco sueco que trocasse seu nome para Jan-Olov Madeleine Ågren. No entanto, a instituição negou o pedido, argumentando que não seria apropriado para um homem ter um nome de mulher.

Em uma decisão inédita, o tribunal da região de Norrbotten, no norte da Suécia, determinou a anulação da decisão do fisco sueco.


"Eu realmente não esperava que isso pudesse acontecer", confessou Ågren em entrevista ao jornal sueco Norrbottens-Kuriren.




"Já recebi até uma carta do Vägverket (Departamento Nacional de Trânsito sueco) dizendo que preciso fazer uma nova carteira de motorista, uma vez que ganhei um novo nome", comemorou ele.


Jan-Olov Ågren gosta de se vestir de mulher ocasionalmente, e quando se veste assim, prefere ser chamado com o nome que escolheu - Madeleine.

Seu novo nome, portanto, é Jan-Olov Madeleine Ågren: Jan-Olov para os dias em que estiver vestido de homem, e Madeleine para quando quiser usar roupas de mulher.


Em seu veredicto, o tribunal de Norrbotten determinou que a decisão do fisco sueco baseou-se em uma lei anacrônica de 45 anos de idade.

"O tribunal constatou que muitas coisas mudaram na sociedade nos últimos 45 anos", destacou Jan-Olov Madeleine.


Ele disse-se extremamente surpreso com a decisão, uma vez que estava certo de que a Justiça iria ignorar seu apelo contra a decisão do Skatteverket.

A decisão do tribunal significa que todos os documentos oficiais de Jan-Olov, incluindo identidade e passaporte, poderão a partir de agora incorporar o nome Madeleine.


"O importante é a sensação de ter o direito a um nome que sempre considerei como meu", observou Jan-Olov.

Antes de providenciar os novos documentos, no entanto, ele quer ter a certeza de que o fisco sueco não vai tentar apelar da decisão do tribunal de Norrbotten.


http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL857374-5602,00.html

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Justiça permite transexual não operada a trocar nome no interior de SP

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12/12/08 - 08h37 - Atualizado em 12/12/08 - 12h08


Decisão foi divulgada no Diário Oficial nesta quinta-feira (11).
Transexual de 44 anos poderá ter documentos no nome de Audrey Vitória.


Patrícia Araújo Do G1, em São Paulo


Audrey mostra a identidade com nome de homem que será trocada em breve (Foto: Sérgio Isso/G1)

A foto do homem barbudo que desde 1984 ilustra o registro de identidade deve desaparecer nos próximos dias. Junto com ela, o nome Márcio Antônio Lodi também será trocado. No lugar deles, a transexual Audrey Vitória Lodi espera ver o nome que adotou desde 1994 e a sua imagem feminina pela primeira vez em um documento. “Vai ser a realização de um sonho de criança”, disse.

Nesta quinta-feira (11), foi publicado no Diário Oficial da Justiça a decisão do juiz Paulo Sérgio Rodrigues, da 4ª Vara Cível de São José do Rio Preto, cidade a 438 km de São Paulo, que autorizou a mudança de nome da transexual de 44 anos.


A decisão não teria maior importância, exceto para a própria Audrey, se não fosse o fato de ela ainda não ter feito a operação de mudança de sexo. De acordo com Dimitri Sales, assessor jurídico da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads), de São Paulo, transexual é aquela pessoa que não aceita seu corpo biológico. "Seja essa pessoa operada ou não", disse Sales.

Decisão inédita

“Essa decisão é inédita aqui no estado de São Paulo. Já há decisões nesse sentido no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, mas aqui não havia”, afirmou Rogério Vinícius dos Santos, advogado da transexual que baseou o pedido de retificação de registro civil em uma disposição do Código Civil que diz que o primeiro nome de uma pessoal pode ser alterado se for vexatório. “Ele é visivelmente uma mulher, mas tinha um nome masculino. Isso é extremamente vexatório.”



Catadora de material reciclável, casada há quatro anos também com um catador, a renda mensal na casa de Audrey varia de R$ 300 a R$ 500.

Como em São José do Rio Preto a operação de mudança de sexo ainda não é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a transexual não conseguiu fazer a cirurgia. “Estou há dez anos na luta por essa cirurgia e já fiquei até com depressão por causa disso. Com essa decisão do meu nome, estou me sentindo mais mulher. A cirurgia ajuda a gente no lado íntimo, mas, no material, o nome ajuda muito”, disse.


Constrangimento

Transexual acredita que, com a decisão da Justiça, sua vida vai ficar mais fácil (Foto: Sérgio Isso/G1)

Ela conta que já passou por situações constrangedoras por causa dos documentos com o nome de Márcio. “Eu morro de vergonha de apresentar meus documentos. Uma vez, quando eu fui demitida do meu trabalho de porteiro, não quiseram dar meu seguro desemprego por causa da minha identidade. Olharam para a foto, o nome, e disseram que não podia ser eu”, lembra.

O documento, segundo ela, prejudicou inclusive a possibilidade de um emprego. “Quando eu chego aos lugares e mostro meus documentos, ninguém quer contratar. Eu explico que sou transexual, mas tem gente que não acredita”, conta. Com o novo documento, ela acredita que vai conseguir logo assinar a carteira profissional. “Já até mandei um currículo escrito com meu nome feminino para uma empresa de reciclagem da cidade. Agora, tudo vai ser mais fácil.”

E é justamente nesse possível novo emprego que Audrey vê a forma de conseguir realizar o seu maior sonho. “Com o emprego, vou conseguir juntar dinheiro e, no final de 2009, faço minha operação.” Ela afirma que precisa economizar pelo menos R$ 6 mil para conseguir fazer a cirurgia. “Com um emprego, se não conseguir juntar (o dinheiro), posso fazer um financiamento. Quero passar meus 45 anos me sentindo inteira”, disse.

No caso de Audrey, o advogado entrou com o processo em outubro deste ano e, em menos de dois meses, a decisão foi proferida. “Fiquei impressionado com a rapidez. O promotor não se opôs aos meus argumentos e o juiz deu a decisão logo.” Santos acredita que, com isso, a Justiça abre precedente para outras decisões iguais no estado.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL920007-5605,00-JUSTICA+PERMITE+TRANSEXUAL+NAO+OPERADO+A+TROCAR+NOME+NO+INTERIOR+DE+SP.html
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sábado, 13 de dezembro de 2008

Filmes - Myra Breckinridge

Filme de 1970, dirigido por Michel Sarne, baseado em um livro de Gore Vidal, não editado no Brasil. É uma história com pitadas de comédia, sarcasmo, farsa e até um pouco de realismo fantástico.

Trata da vida de um crítico de cinema tímido e retraído chamado Myron, herdeiro de um grande estúdio de Hollywood, de propriedade do tio canastrão (John Huston) , que realiza a cirurgia de redesignação sexual (SRS) na Europa e volta como uma linda e arrojada mulher (Myra) para ensinar cinema e tomar o controle do estúdio.

No papel de Myra, a Divina Raquel Welch e participações da veteraníssima Mae West e Farrah Fawcett (o primeiro filme dela). Dizem que o jovem Tom Selleck, que mais tarde ficaria famoso no papel do detetive Magnum, foi convidado para o papel do ator iniciante e desistiu ao saber do tema do filme.

Myra é linda, elegante e chique, quer mudar o enfoque do estúdio, passando a produzir filmes de arte e/ou polêmicos, em vez dos batidos filmes de cowboy que o tio faz principalmente para ganhar dinheiro fácil.


Em uma data esquecida e completamente perdida no tempo, em meados dos anos 90, esse filme chegou a passar no Telecine com o nome de "Homem e Mulher Até Certo Tempo".

A minha cena inesquecível é quando Myra resolve ensinar a transar o jovem brutamontes candidato a ator.

Quem viu, viverá... Quem ainda não viu, não sabe o que está perdendo, uhuuuuuu...

Até onde eu sei, o filme não foi lançado no Brasil, mas existe para vender em sites internacionais, com legenda em espanhol, onde comprei o meu e revi várias vezes.

Segue o link para a ficha técnica do filme no Internet Movie Database (IMDb):

http://www.imdb.com/title/tt0066115/


Confira o trailer no YouTube:



Para baixar o filme via torrent, com audio original em inglês, sem legendas, clique aqui.
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Filmes - Ed Mort


Mort, Ed Mort. O nome está na plaqueta...

Filme brasileiro de Alain Fresnot (1997) com o divertido personagem criado por Luis Fernando Veríssimo e muito bem interpretado por Paulo Betty. No elenco, Roseane Lima, Cláudia Abreu, Otávio Augusto, Ary Fontoura, Irene Ravache e muitos convidados especiais.

O filme começa com o nosso detetive sendo contratado por uma misteriosa mulher para encontrar Silva, seu marido desaparecido. A mulher lhe entrega uma foto de FHC como sendo a de Silva. Quando Ed Mort, curioso, pergunta sobre a foto, ela só lhe diz "é ele que se disfarça".

A partir daí, Mort se envolve numa rede de intrigas, em que Silva lhe aparece sob as mais diversas formas: ele pode surgir como diversas personalidades.

Destaque para as participações especiais de Chico Buarque, Marília Gabriela, Cauby Peixoto, Luiza Thomé, Gilberto Gil e Zé do Caixão, representando os "disfarces" do Silva.

Na esteira do desaparecimento de Silva, uma trama intrincada relaciona o patrão de Silva, um poderoso magnata da indústria de salsichas Delbono (Ary Fontoura), com o desaparecimento de crianças num programa de televisão, liderado pela animadora Cybele (Cláudia Abreu).

Uma situação inusitada acontece quando Silva marca um encontro com Ed num Motel e aparece lá na pele de Luiza Thomé, em trajes mínimos, mexendo com a libido do nosso Detetive.

Para terminar, uma das personagens também guarda um importante segredo sobre a sua identidade, mas isso eu não vou contar. Vejam e descubram.

Ahh, para quem é mais sensível, eu recomendo que não comam cachorro-quente ou qualquer coisa com salsichas antes de ver o filme, ahahhahahahhah.

Segue link para a ficha completa do filme no site Adoro Cinema, de onde eu copiei e adaptei a sinopse:

http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/ed-mort/ed-mort.asp
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Evento de Natal beneficente no Studio Dudda Nandez

A Dudda Nandez é uma pessoa que iniciou um serviço pioneiro no Brasil, a abertura de um Studio especializado em atendimento a crossdressers.No entanto, neste Natal, além de seguir atendendo as CDs, a Dudda estará organizando um encontro para arrecadar brinquedos para crianças carentes.

Segue chamada para a divulgação do encontro, colaborem se puderem:

EVENTO DE NATAL BENEFICENTE PARA AS CRIANÇAS

Olá pessoal,

Venho informar que organizarei um Natal para as Crianças de uma Comunidade Carente e gostaria de pedir a colaboração de vocês para a doação de brinquedos. O evento será dia 21 de Dezembro à partir das 13 hrs. Quem quiser participar será bem- vindo. O importante nisso tudo é agregar valores e participando de uma forma ou de outra, não importa o valor.

Conto com vocês!!!

Beijos

Dudda Nandez