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domingo, 30 de maio de 2010

Professora transexual é destaque em Porto Alegre

Professor de escola da Capital troca de sexo

 Marina era Mário e
 assumiu sua nova sexualidade<br /><b>Crédito: </b>  
PAULO NUNES
Marina era Mário e assumiu sua nova sexualidade
Crédito: PAULO NUNES
Alunos, pais, professores e funcionários da Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, na rua Lima e Silva, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, vivenciam um exemplo de respeito às diferenças. A comunidade escolar convive normalmente com a professora de Artes e de Ética e Cidadania, Marina Reidel. Até aí, nada demais, se Marina não fosse oficialmente Mário Reidel e tenha assumido sua sexualidade durante os cinco anos que trabalha na escola. "Marina chegou aqui como Mário. Mas nós notamos desde o início o jeito feminino mesmo vestindo roupas de homem. Aos poucos, foi se maquiando, deixando unhas e cabelos crescerem até assumir sua personalidade transexual", contou a vice-diretora da escola, Carin Ferreira.

Segundo Carin, no início, a direção andava com a legislação sobre discriminação em mãos, caso algum pai reclamasse. "Mas nunca ninguém disse nada. Pelo contrário, Marina faz parte da nossa comunidade escolar e tem um bom relacionamento com todo mundo", elogiou.

Marina Reidel, 39 anos, nasceu em Montenegro, no seio de uma família tradicional alemã. "Desde criança, brincava de boneca e casinha escondido. Na escola, eu já sofria discriminação, porque era diferente dos meus colegas. Mas não me abati. Me formei em Artes e fiz concurso para ser professora. Me mudei para Canoas e depois para a Capital. Foi quando me senti madura o suficiente para assumir quem eu sou e fazer minha transformação", contou ela durante uma aula de Artes para a turma de 5 série.

A mudança ocorreu mesmo em junho de 2005, quando ela implantou próteses de silicone nos seios. Marina se prepara para fazer a cirurgia de troca de sexo, que deverá ser realizada em 2012 no Hospital de Clínicas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "É necessário cumprir o prazo de dois anos de processo clínico de preparação, estipulado pelo protocolo do Ministério da Saúde", explica. Assim que essa fase estiver vencida, entrará com o processo judicial para trocar seu nome. "Hoje, sou uma pessoa feliz, pois sou uma professora transexual assumida, aceita pela escola, pela minha família e pelos meus amigos", disse.

De 13 a 19 de junho, Marina participará, em Brasília, da mostra de Educação e Saúde, promovida pelo Ministério da Saúde, junto com o 1 Congresso de Hepatite Viral e o 8 Congresso Brasileiro de HIV/Aids. "Vou participar de uma mesa de debates sobre ''Conversas Afiadas'', que abordará orientação sexual e de gênero na educação", adiantou. Marina ressaltou que o país passa por um momento de transformação, mudanças de valores e respeito aos direitos humanos. "Pela primeira vez na história do Brasil, um presidente da República posou para foto com uma bandeira LGBT e permitiu a primeira marcha LGBT em Brasília. Sei que ainda sou exceção, mas para tudo existe um início", concluiu.


Fonte:
Correio do Povo
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&Numero=242&Caderno=0&Noticia=146564

Nossos comentários:

A matéria comete algumas incorreções, porque começa tratando Marina no masculino e chama de "troca de sexo" a readequação genital.

Como se sabe, ninguém troca de sexo, porque o sexo é definido pelo cérebro. A SRS apenas corrige um deefito na formação dos genitais, por isso é chamada de cirurgia de readequação.

No mais, apesar de morarmos na mesma cidade, tive a oportunidade de estar com a Marina em São Paulo, quando participamos de um seminário e desejo todo sucesso a ela.
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terça-feira, 18 de maio de 2010